Nessa terça-feira tive oportunidade de conhecer A Verdade. Afinal, fiquei muito tempo intrigado sobre a razão do declínio evidente do Bambus na relevância da vida intelectual nessa província. Eis que hoje ao sair da peça O Mapa (por sinal: VEJAM, é muito diferente das peças normais), fui conduzido a um local nos altos da escadaria/viaduto da Borges, cujo nome era Cartunistas. A única referência que eu tinha havia sido dada por um dos atores, que disse que o lugar era uma POCILGA.
O que se pode esperar de um bar terça à noite no centrão? Estava lotado! E logo tratei de averiguar a razão daquele local ser ponto de encontro. O atendimento único, feito por castelhanos, variedade de cervejas, geladeiras caseiras, decoração sou-cult-mas-disfarço, copos clássicos, mesinhas de madeira, aliados ao fato de estar em um dos cartões postais de Porto Alegre, fez o lugar ser frequentado pela nata: pessoal do teatro, universitários meio-intelectuais, meio-de-esquerda, pós-universitários etc. Não me surpreenderia se até o Otto Guerra trocasse o van Gogh pela pocilga.
Aliás, sobre o nome, não consegui encontrar referência do por que Cartunistas. Não vi escrito em lugar algum. O nome pode ser aleatório somente para encurtar a referência de dizer “aquele bar em cima das escadarias da Borges”.
É sempre bom termos novidades na cidade, mas no frigir dos ovos, todo mundo sabe: Bambus é eterno e em breve voltará.
“Aliás, sobre o nome, não consegui encontrar referência do por que Cartunistas”. Como não? O lugar é todo decorado com caricaturas!
Não encontrei porque não olhei pras paredes
Fiquei perdido e embasbacado com a vivência cult que estava a passar naquele momento.
Tu estás muito pseudo-cult pro meu gosto…
aliás, precisamos conversar, mas é outro assunto