E agora, José?

É até irônico hoje um colega me falar de seu atual estado de apatia com o mundo. Sem vontade de fazer as coisas que gosta de fazer, sem vontade de estudar, seguindo a vida sem rumo, sem perspectivas ou melhoras. Com certeza ele não está sozinho. Não fossem as férias que tive, que deram uma boa melhorada no meu ânimo, eu estaria em total apatia. Em um estado de letargia sem vontade de fazer coisa alguma, como eu estava ano passado.
São fases ruins, que não trazem nada para a gente. Sem desafetos, sem desaforos, sem alegrias ou tristezas. Até pensar dá preguiça nessas horas, não vale a pena.
Não cheguei a procurar a ajuda de um especialista como ele, consegui superar, um pouco, com o surgimento de perspectivas boas na minha vida. Oportunidades, umas que se concretizaram ou que ficaram permanentemente com esse status.
A verdade é que ao contrário do que deveria ser, a vida acadêmica conduz muitos a esse caminho, que não leva a lugar algum. Sem rumo, sem previsões, mas com um currículo a seguir. “É o curso que eu queria fazer?”. Não sei. Muitos não sabem. Essa indecisão sobre a universidade nos afeta e muito, até porque nossa vida praticamente se resume a isso: ao círculo universitário.
Sair no fim de semana, só para se distrair. Distrair-se da distração. Se algo nos foge à rotina, olhos abertos, será algo que vale a pena? Provavelmente não. Seguimos na letargia.

4 Respostas para “E agora, José?

  1. Conheço bem essas fases, ih… Acho que essa apatia faz parte da vida como um todo, não só da acadêmica! Talvez a academia conduza mais nesse sentido justamente porque nos cobra o tempo todo algum posicionamento em relação ao futuro. E posicionamentos assim não são fáceis… Ou tu te apóia em conjecturas, ou te resta a apatia, mesmo.

  2. Daqui uns dias largo tudo e abro um bar na praia!

  3. Leste minha mente??
    Certamente, esse estado de letargia com certeza é algo muito comum entre nós jovens universitéros, afinal, estamos sujeitos a muitas pressões, e diria que a mais forte é aquela que exercemos em nós mesmos. Cansei de notar o tanto de vezes em que larguei as responsabilidades em busca de uma folga maior, talvez argumentando que aquilo iria dar uma melhorada no meu “estado mental”. Mas, realmente, muitas vezes, a escapatória não compensa, é “distrair-se da distração”, e pode ser até, no fundo, pior que a rotina. Então, nada como se viciar no trabalho na busa de um objetivo. Só, como você disse, não presta é ficar parado. Não traz benefício algum (e olha que às vezes a vontade é grande!).
    Diria que largar o mundo é uma covardia. É uma forma de se esconder das coisas a seu redor. Quando tenho uma crise dessas, tento me lembrar que, ao morrer, desejo ao menos ser lembrado, ter significância para alguém, e que estou caminhando no caminho inverso, em direção ao vazio, ao invés de preenchê-lo.

  4. huehuehe, engraçado ler isso agora! Pois é a vida precisa de objetivos, acho que isso tudo se resume a uma pergunta primaria do ser humano: qual o sentido da vida?
    As vezes será conquistar alguém outras, quem sabe, alcançar o sucesso, o legado, a fortuna, ou ajudar as pessoas, ou melhorar o Mundo, ou constituir família, enfim… mas com certeza muitas vezes ela simplesmente não terá sentido, invejo os que sempre tiveram presentes em suas mentes um sentido pra vida, mesmo que trivial, talvez a pessoa nunca tenha se perguntado o sentido, mas se ela tem um obejetivo, uma meta, com certeza é uma felizarda… os diversos problemas do nosso planeta, talvez, façam com que ela caia um dia, mas se ela sempre manter um objetivo em mente, o que é de grande importância, consiguirá se reerguer, cedo ou tarde.
    Aos que passam por essa fase, uma meta deve ser estabelecida e deve-se traçar um rumo pra vida, assim terá sonhos, e estará sempre em busca da felicidade. Que é o grande motor do ser humano.

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