April, come she will

Saí da faculdade eram 18:30. Havia uma leve brisa. Resolvi voltar para casa a pé, curtindo as ruas de Porto Alegre. 19°C, frio. Se bem que em outras ocasiões poderíamos chamar 19°C de quente. Depende do referencial, diriam os físicos. Sou engenheiro, foda-se, tá frio.
Admirava os prédios, o céu, o vento passando por mim. É interessante que o frio traz uma outra percepção sobre tudo. Como se os sentidos se misturassem e um dependendesse do outro para ver a realidade de uma maneira. Quando o tato percebe o frio, nossos olhos enxergam a mesma coisa de sempre, mas interpretamos de maneira diferente. São várias variáveis, diria Humberto Gessinger.
Fiz um desvio e passei pela Rua Padre Chagas, a rua onde a high society portoalegrense desfila e toma vinho sentada na mesinha à calçada. Puro glamour. O frio tem um pouco desse glamour, deixa as coisas mais europeizadas, chiques. Vai dizer que sair de casa de manhã, naquela neblina, e soltar fumacinha pela boca não tem seu valor. Ou sair à noite e quando falar soltar aquele vapor d’água.
Sair encasacado, com cachecóis e sobretudo, faz parte das memórias. Quanto mais roupa melhor, mais quente. Aliás, a única hora que o calor é bom, é quando estamos no frio. Se for calor humano, better. Enfim, espero que esse ano ainda tenhamos frio. Que o outono traga um pouco desse gostinho para nós, filhos do aquecimento global.

7 Respostas para “April, come she will

  1. Hoje tava agradabilíssimo, quase matei física e fui lagartear na Rendeção 😀
    À propósito, ótima música, digo, título.

  2. Bah, hoje deu uma levre refrescadinha e o povo já tá achando que é frio. Isso é que dá passar 5 meses de forno noite e dia. As pessoas nem sabem mais o que é uma temperatura razoável.

  3. Ok, eu admito. Ontem de madrugada estava friozinho, tive até que colocar o pijama pela primeira vez em muito tempo.

  4. Meu, tu não vai acreditar!
    Quando cheguei ao Campus do Vale, sexta à tarde, Vivi comentou: -“Que dia maravilhoso, vamos matar aula!”. Concordei com ela, mas não cabulamos.
    Mais tarde, no intervalo, convencido de que aquele dia maravilhoso deveria ser celebrado, eu, Vivi e Pablo fomos tomar cerveja na Vila. Tomamos algumas e voltamos à aula. Ao final dela, mas ainda não convecidos de que celebramos devidamente aquele maravilhoso dia, fomos, desta vez, eu, Vivi, Pablo e Bez tomar cerveja na Vila. E acredite, nas escadas do Campus, quando Vivi dirigiu a palavra a mim, comentando a respeito do maravilhoso clima outonal que aquele maravilhoso dia nos oferecia, concordei mais uma vez com ela e, acredite, comecei a cantar April come she will.Eram 5 e meia da tarde do dia 4 de abril de 2008.
    Vivi pode confirmar essa história, se ela lembrar, é claro.

    abração

  5. Lembro sim! Eu pensei nisso também quando vi o título.

  6. Sincronicidade, diria Jung.
    😀

  7. Sim, que venha o frio. Cobertores e filmes, duas das melhores coisas deste planeta.

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