Frida

Em uma de minhas idas à videoteca do Campus do Vale, estava eu em busca de um filme para aproveitar o feriadão. Inúmeras vezes percorri, com os olhos, as prateleiras de VHS procurando algum filme que me fosse familiar à memoria, entretanto sem sucesso. Estava quase me resignando a pegar um show do Eric Clapton, quando do nada vejo o nome “Frida”. Ora, se bem me lembrava era um filme novo e estava ali em VHS (= 1 real por 1 semana). Não sabia nada além de que se tratava da biografia de uma artista plástica, mas resolvi encarar. Na pior das hipóteses, pelo menos era com a Salma Hayek.
Começado o filme, não demorei muito a perceber que não poderia contar com a beleza de Hayek, dada a transformação que sofreu, ficando muito parecida com a compatriota Frida Kahlo – o que com certeza mereceu o Oscar de melhor maquiagem. Já, uma das coisas que eu poderia esperar para o filme inteiro é a presença marcante da cultura mexicana, com todos seus rituais e vestimentas típicas. Atributos que eram onipresentes, seja em passagens por Nova York ou Cidade do México.
Frida desde o início sofreu com diversas doenças e acidentes que determinaram sua vida de enferma, constantemente em repouso. Nesses momentos, acabou desenvolvendo o gosto pela pintura, derivado do pai, que tinha isso por hobbie. Ao contrário do que se pode pensar de pintores, sua força estava muito mais na carga emocional despejada na pintura do que na própria técnica. E foi esta carga emocional, esse sentimento, que foi explorado a duras penas durante as 2 horas de filme, repassando o acidente que mudou sua vida e o romance com o muralista e comunista Diego Rivera.
Como todos os gênios, Kahlo estava a frente de seu tempo, sendo uma pessoa atípica para a conservadora década de 20. Não hesitava em chocar as pessoas com suas atitudes liberais. Pela definição do meu pai: “era uma freqüentadora da Neo”.
Todas essas características valem a pena ser vistas no excelente filme de Julie Taymor, 2 horas que passam em um tapa. Excelente fotografia e história contagiante são motivos que me fazem crer que foram injustos somente dois Oscar. 2002 deve ter sido um ano muito bom no cinema.

3 Respostas para “Frida

  1. Freqüentadora da Neo aueaueauheauhehuaeuhaeuhaehuaeuhaeae muito bom.
    Vale ressaltar que o Trotsky pegou ela também xD
    E que o Diego Rivera meio que se rendeu à festas burguesas.
    Eu lembro que esse filme tem um grande elenco, com vários famosos em pequenas participações, tipo o Geoffrey Rush e o Edward Norton.

  2. Ah, tu superestima os frequentadores da Neo se os compara com gênios à frente do seu tempo… Sério mesmo, acho que “gênios” e “frequentadores da Neo” muitas vezes ficam em posições diametralmente opostas…

    Mas fora isso, concordo com o que tu disse. Vi esse filme no colégio, e ver filme no colégio nunca é muito bom porque o pessoal faz bagunça demais e o filme fica de lado. Mas é um filme interessante, e me lembro de ter me impressionado porque a Salma Hayek ficou IGUAL à Frida…

    De qualquer forma, a Frida tem uma vida bem sofrida (bah, isso gerou uma cacofonia bizarra) e mesmo assim – ou talvez “por isso mesmo” – conseguiu fazer uma obra interessantíssima.

  3. Sou mais um filme do Steven Seagal matando a gurizada com um cartão de crédito! LOL

    Eu acho tri esse tipo de filme cara… Essas biografias em forma de filme são legais, tendem a explorar o lado marcante dessas figuras importantes na história…
    Lembrei da “La Poderosa” agora… =D

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