O encontro de Beatles e Stones

Quinta-feira o tempo estava mais ou menos. Lá pelas tantas, a chuva caiu com a ânsia que eu tinha para ver o show da noite. E não era qualquer show: era O show. Pelo menos para mim, que durante um longo tempo pesquisei, ouvi e maravilhei-me com o som desses caras. TeNenTe Cascavel, uma junção das bandas gaúchas oitentistas TNT (os Beatles dos pampas, já dizia Julio Reny) e Cascavelletes (donos do irreverente “pornobilly” do qual até a Angélica já foi testemunha).

Não lembro ao certo quando conheci o som totalmente contagiante da gurizada: acredito que em 2004 ou 2005, durante pesquisas na internet sobre a irreverente história do rock gaúcho. Fato é que eu não podia ignorar aquele rock sincero que dava vontade de gritar, pular, bater a cabeça ou mesmo fazer “air guitar”. Rock limpo, simples, porém energético como poucos. Era a energia adolescente: músicas compostas quando os integrantes gozavam de seus 17 anos, em meados de ’84, alguns colegas no colégio outros não. E é graças aos festivais de colégio que hoje somos saudados com esse som. Dada essa explicação, basta saber que para mim estas duas bandas são minhas preferidas (principalmente TNT) – ao lado de Beatles e Led Zeppelin, clássicos.

Cheguei no Opinião em cima do laço, o show já estava começando. FUi saudado com Moto (dos Cascavelletes) e Ana Banana (TNT). Pensei comigo: “bah!”, estaria eu no paraíso? Não, o recinto fervilhava de gente e acabei ficando bem afastado do palco, sem a mínima chance de me infiltrar pelo meio do público, que já se apertava o suficiente. Entretanto, só de ouvir todas as músicas que ecoavam na minha cabeça diariamente na voz e guitarras dos loucos mais fodas do estado quase me punham lágrimas nos olhos. Para esclarecer, a formação do bando era Barea (ex-Casca) na bateria; revezando no baixo e guitarras Albo (ex-Casca) e Frank Jorge (ex-Casca e ex-Graforréia), figuraça com jeitão de sério, professor da Unisinos; na guitarra e vocal Tchê Gomes (ex-TNT) e Márcio Petracco (ex-TNT), o demônio da guitarra. Havia também participações especiais: Alemão Ronaldo, um dos roqueiros mais respeitados do estado, com seu visual de rockstar, que proferiu a seguinte frase que ratificava Julio Reny: “É COMO SE OS BEATLES E OS STONES SE REUNISSEM E TOCASSEM JUNTOS!”, Duda Calvin: o rouco do Tequila Baby e Rafael Malenotti: o oxigenado dos Acústicos e Valvulados.

Em duas horas intensas, o ápice (se é que dá para distingüir apenas UM ápice) foi Sob Um Céu De Blues (nossa Hey Jude) entoada em coro de início ao fim de platéia. No hino do rock gaúcho Entra Nessa a casa caiu! Já era! Por sinal, os compositores da música Flávio Basso (ou Júpiter Maçã…) e Nei Van Soria, que estão com carreiras solo bem consolidadas não deram as caras no espetáculo. Para fechar com chave de ouro: Cachorro Louco, a música que mesmo os que estavam perdidos por ali conheciam, com as guitarras alucinantes de sempre, mas na emoção desse reencontro. Valeu os convidados entrando para pular junto no palco e invasões de algumas pessoas que, tamanho o êxtase, subiam no palco para após voltar em mosh.

O meu único sentimento nesse momento é: QUE VENHA OUTRO SHOW!

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2 Respostas para “O encontro de Beatles e Stones

  1. LOL
    devia ter ido no show do Velhas Virgens!
    aheuehuaehaeuhaeueahuaeheuea
    muito rox

  2. Marcelo Figueiredo Duarte

    A ausência do Júpiter Maçã se explica facilmente pelo Gay-Lussac de cada dia.
    Mas é isso aí, velho. Grandes momentos da nossa geração!

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