Avaliação Acadêmica 08/1

Já virou tradição entre blogueiros amigos fazerem a avaliação acadêmica do semestre. Então, por aqui, resolvo também fazer a minha.
De início, deve-se dizer que assim como outros, a grande graça do meu semestre não foram as cadeiras da faculdade e sim meu trabalho na Subcentro da Engenharia Elétrica, no UFRGSMUN e na monitoria. Começando por aí:

Subcentro: de longe a parte mais divertida do semestre. Organizar a Semana Acadêmica, aquela ponta de stress, preocupação e sensação de estar fazendo algo de importante na primeira vez na vida. Depois de pronta então, aquela sensação de alívio e de dever cumprido, com uma vontade de fazer de novo e de novo e de novo. Minha participação no centro acadêmico é que move minha vontade de ir todos os dias do semestre letivo para o prédio da Elétrica, aquela velharia, conversar com pessoas de outros semestres e buscar idéias pra melhorar o curso e a convivência por lá. Que venha o segundo semestre, com mais atividades! E agora com wireless 🙂

UFRGSMUN: minha participação no projeto do UFRGSMUN foi mais restrita. Participei de reuniões e compareci a algumas atividades. É uma boa forma de conhecer gente e tentar aprender um pouco sobre a área de relação internacionais – com certeza aprendi muito até agora. De fato, fiquei à margem de toda grande movimentação em torno da organização, até porque não me sinto totalmente incluído no grupo, mas de qualquer maneira pretendo tentar interagir gradatvamente mais. Mas mesmo assim, gostei muito quando participei.

Monitoria Acadêmica: Lá por abril entrei como monitor da cadeira de Probabilidade e Estatística. Minha tarefa era ajudar os alunos que tinham dúvida em relação à matéria. Julgava que ia ser uma tarefa fácil, mas conforme foram chegando as pessoas percebi que muitos professores davam uma abordagem diferente da que eu havia aprendido, me rendendo uma reclamação por “não saber explicar”. Confesso que não sou dos melhores que explicam, mas faço o possível e quando domino a matéria é algo que faço com muita boa vontade e se precisar várias vezes. Além disso é gratificante quando percebe-se que alguém está realmente satisfeito com o teu serviço. Também, sempre tive uma certa ponta de vontade de ser professor, desde os tempos de colégio, que eu via os professores dando aula e pensava em modos diferentes e mais fáceis de explicar a matéria. É um jeito de começar nesse meio. E contando com os 240 reais ganhos por mês, é uma bela duma atividade essa!

Para avaliar as cadeiras, aí a coisa já não depende só de mim, mas sim do professor. Uma disciplina com matéria chata pode ser interessantíssima se bem dada, infelizmente, ao que parece essa é uma exceção na Engenharia da UFRGS, sendo válida a regra: “Eu não queria estar dando aula aqui para vocês” ou “Cansei de dar essa aula” ou “Engenheiro bom é o que sabe se virar”.

Física III-C: Essa foi a cadeira que não existiu para mim. Para começar, eu já havia visto 80% do conteúdo na UFSC, mas a UFRGS não me liberou então tive que fazer. Felizmente, o professor, num ato muito sensato, liberou a turma de presença, ou seja, desde que passasse não precisava ir na aula. Estive presente nas primeiras duas semanas, depois nunca mais, só quando havia laboratório (e mesmo assim chegava atrasado). O horário não colaborava também: 08:30 no Campus do Vale. A cama era a tentação certa. E o professor, apelidado, carinhosamente pelos únicos que freqüentavam a aula (uns 10), de “Panaca” não tinha uma aula muito interessante. Dava pra ver que ele se esforçava, mas não sou eu que vou servir de cobaia para professor novo. Acabei ficando com C, por puro desleixo ao estudar um dia antes das próximas, quando muito dois.

Equações Diferenciais II: Os mais velhos diziam que essa cadeira era de arrepiar os cabelos do pessoal, mas ao que tudo indica o Instituto de Matemática da UFRGS está abrindo as pernas e abrindo mão da qualidade, que tanto primou um dia. Comecei freqüentando as aulas, mas após ter certeza que a professora não iria rodar por falta, esta também já fez parte do peso morto. Nada como poder dormir a manhã inteira, matando Física e Equações. Houve aulas que foram interessantes, com a resolução de modelos físicos práticos, como circuitos e sistemas com massa-mola, porém na maioria era pura resolução de métodos. Nada que não pudesse ser feito em casa. Descobri também que fazendo as provas antigas por si só, já bastava. Assim, 5 dias antes da prova eu começava aprender a matéria questão por questão olhando as provas antigas. Se a professora avacalhava, explicando de um jeito que ninguém conseguia entender (a despeito do sotaque castelhano – até agora não sei de onde ela é, acho que Peru), também avacalhei ao pegar esses atalhos. E consegui ficar com B ainda.

Análise de Circuitos I: A cadeira que deveria ser o bicho-de-sete-cabeças do semestre realmente foi. E que susto deu! Não vou dizer que prestei atenção na aula do Prof. Ramon, mas é consenso entre todos que a aula dele nunca foi de se prestar atenção. De vez em quando, até tentava, mas aí o sono pós almoço batia muito forte. Desde o início estudei por conta própria, mas só me ralei ao tirar 3 e depois 5, ao estudar um pouco mais. Para o exame, resolvi todos as provas antigas (embora acertasse as questões de primeira em muitas poucas vezes) e consegui sucesso. Ainda consegui tirar B, tamanho foi meu desempenho.
Essa foi uma cadeira que me lembrou Estática, na época da UFSC: só quando eu me encarnei de fato na disciplina é que a coisa foi. Agora só coisa pior vai vir.

Hidráulica e Hidrologia Aplicada II: Como as três primeiras já fechavam o conjunto de obrigatórias que eu deveria fazer no terceiro semestre – pois já havia feito outras antes -, resolvi pegar uma obrigatória do 5º semestre. Haviam-me dito que era fácil, B certo. E não deu outra. Na verdade, meu conceito de fácil era de que seria mais fácil ainda, mas não dá para se enganar dizendo que foi difícil. Prova final de engenharia com consulta é pra dizer: vai! Passa logo! Mas devo dizer ainda que foi uma cadeira das mais legais do semestre, dando uma boa noção dessa área que não tem nada a ver com elétrica e com exercícios interessantes.

Introdução à Engenharia Nuclear: Bom, aí eu queria fazer alguma outra coisa, pra não ficar muito vagabundo e peguei essa como adicional. Sempre tive curiosidade nessas coisas nucleares e no fim, foi muito boa a cadeira. Aulas expositivas, com o professor se preocupando que todos nós entendêssemos bem. Fico feliz de ter escolhido. Porém parece uma área muito complicada de se trabalhar devido à complexidade dos cálculos (não que Elétrica seja muito fácil também…).

Introdução à Política: Trazer essa cadeira das Ciências Sociais me rendeu apelido de “político” entre alguns colegas. Se tem algo que realmente valeu a pena nesse semestre, foi Política. Sempre gostei e passei a gostar mais ainda desse tema, agora que tenho mais conhecimento sobre o assunto, teorias básicas e a realidade da aplicação. As aulas foram feitas em formas de seminário, cada grupo apresentava um texto, o que tirou muito da qualidade das aulas e da minha paciência em enfrentá-las. De qualquer maneira, os textos foram bem escolhidos e muito pertinentes. Foram assuntos que sinto que deveria saber há anos, porém nunca tive a oportunidade de debatê-los. Com certeza, cadeira nota 10.

Agora, depois de todas essas avaliações, parece meio contraditório ter gostado mais das áreas que nada (ou muito pouco) tem a ver com a Engenharia Elétrica…

Uma resposta para “Avaliação Acadêmica 08/1

  1. Li tudo. Boas avaliações, completas e detalhadas =)

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