Avaliações, expectativas e decisões

Avaliar algo é sempre difícil. Além dos conceitos que formamos acerca de um objeto em questão, ainda há os preconceitos para atrapalhar tudo. No caso, meu objeto de interesse seria o curso de Engenharia Elétrica e suas cadeiras. Tento avaliar de forma objetiva (e não subjetiva) as cadeiras que encontrei até aqui e as que encontro no presente, ao passo que tenho algumas expectativas quanto ao futuro próximo e distante, além de muitas dúvidas que decorrem de escolhas que terei que tomar.

Colocando um exemplo, basta falar daquelas cadeiras em que ouvimos falar que tal professor é horrível ou que a prova é dificílima para julgarmos aquilo com outros olhos, subjetivamente. Particularmente, acho isso muito “chato”, pois a percepção se altera de forma não saudável e as decisões ficam comprometidas. O ideal seria sempre chegar no início do semestre com um olhar e pensamento otimistas, como se não soubéssemos de nada previamente dito.

Ilustrando, esse semestre tenho Eletrônica Fundamental I-A, que é algo que sempre pensei ser chato (“pô, Eletrônica, deve ser uma droga”) por motivo algum. Agora, na primeira semana de aula, já creio que vá ser a melhor aula das que estou fazendo.

Esses mesmos enganos passamos em disciplinas que parecem legais e as aulas são extremamente chatas e vice-versa. O fato de gostarmos de algo está profundamente conectado com o relacionamento que temos com isso. Arriscaria dizer que os professores que temos no 2° grau influenciam muito na hora de fazermos nossas escolhas profissionais. Gostar ou não de Biologia deixa de ser uma função somente da matéria em si, mas passa a ser função da aula e do professor também. Essa é uma daquelas avaliações que fazemos que pode fazer com que tomemos decisões bem equivocadas para o futuro.

3 Respostas para “Avaliações, expectativas e decisões

  1. O problema disso tudo é que as cadeiras e matérias e professores da faculdade estão com a visão do século 19 ainda. Os exemplos são inúmeros e o grande desafio que sempre digo é a motivação para se estudar determinado assunto e não divagar sobre as teorias existentes. Nem sei se consegui me expressar aqui mas do jeito que é feito hoje não é o melhor caminho. Indico o texto das páginas amarelas dessa semana da Veja pois concordo com o que o cara disse por lá e é isso que eu quiz dizer aqui e não consegui e acabei sendo prolixo, Bem igual as aulas de hoje na faculdade.

  2. Esse teu último parágrafo foi o que me deixou um pouco confuso, mas acho que peguei o espírito da coisa.

    O ideal é o cara fazer o que quer, saber do que gosta e se dedicar a isso, sem ser afetado por influências externas. O problema é que isso é muito difícil.

    “Ah, mas o professor é ralador”. Dane-se. Se gosta, faz a cadeira, mesmo snedo optativa.

  3. As vezes eu olho o nome de uma cadeira e penso “essa vai ser legal”. E no fim é uma droga, mas na verdade pode acabar sendo uma droga por fatores meio aleatórios. As vezes o horário ficou péssimo (tenha aula na sexta a noite e depois tu pode dizer se o horário não influencia), as vezes o trabalho final é imbecil, as vezes o professor é ruim… Ou as vezes ele não é ruim, mas está numa fase ruim. Na verdade acho meio complicado de avaliar objetivamente por que só é possível perceber um recorte do que a disciplina é, não quer dizer que ela seja assim forçosamente e para sempre.

    O que é bom, na verdade.

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