Ônibus

No ônibus, muitas coisas acontecem. Pessoas batucam, pessoas ouvem seus mp3 no último volume deixando todos sabendo, além da música que a pessoa está ouvindo, que ela vai ficar surda até o fim da semana. Rolam amassos, conversas interessantes (sim, eu fico ouvindo), alguns dormem, outros picham os bancos, enfim, qualquer coisa pode acontecer num ônibus, até assalto. Felizmente, nunca tive o problema de enfrentar assaltos, embora algumas discussões fervorosas já tenham acontecido.

Minha relação com o ônibus começou de fato quando ia religiosamente ao centro todos os sábados, com 14 anos. Hoje, alguns bons quilômetros mais,  uso o ônibus como um meio de reflexão e observação. Reflito sobre meu dia, as coisas que tenho que fazer, olho para fora da janela, a paisagem, o sol entrando. Todo aquele filme que passa pela janela, nós, dentro do ônibus, ficamos de espectadores. Fico observando e ouvindo, também, os que estão dentro do veículo. Vendo seus trejeitos, manias, conversas, faces, bundas, como escolhem onde vão sentar.

Aliás, essa história de onde sentar é algo que tenho evoluído desde uns tempos pra cá. Mais precisamente, desde que passei a pegar ônibus lotado todos os dias, tive que me adaptar a sentar no fundo do ônibus, mais perto da porta. Uma reflexão que faço no momento é quando estamos na seguinte situação: sentamos ao lado de outra pessoa e, lentamente, assentos começam a vagar aos pares. O que fazer? Sentar no assento vago ou continuar ali parado ao lado da pessoa? Costumo variar nesse tipo de situação, mas sem uma resposta definitiva para a questão. Nada que mais um tempo refletindo, dentro de um ônibus claro, não resolva.

7 Respostas para “Ônibus

  1. Apesar de parecer banal, eu também fico pensando se troco para o banco vago ou não, acho que depende da pessoa que está no meu lado (mujeres =D), do meu humor na hora, do horário e da temperatura também. É complexo o bagulho véééio, hahahaha.

  2. bundas? hahaha
    se eu quero mexer na minha bolsa, troco pro banco vazio, para que ninguém olhe pra dentro dela 🙂

  3. Marcelo Figueiredo Duarte

    Grandes questões do cotidiano.
    O ônibus é um espaço interessante, pois o coletivo ali não é só o transporte, mas também é um fragmento da vida das pessoas coletivizada.
    Entretando, eu já não consigo fazer o papel de observador com tanta freqüência. Normalmente eu abro um livro e me esqueço do mundo, ou então eu pego no sono, o que é beeem freqüente. Não conheço sonífero melhor do que o movimento de um veículo.

  4. Now, a question of etiquette – as I pass, do I give you the ass or the crotch?

  5. Filosofia de ônibus, assunto interessante – sério mesmo.
    O que mais me chama atenção no ônibus é quando alguém atende o celular e a primeira coisa que diz é: “Tô no ônibus”, hahaha, reparem é sempre assim. Mas também gosto de refletir sobre o meu dia, planejar a semana e ás vezes ouvir uma itapemafm também.

  6. Depende do dia eu tenho problemas com esse fato de vagar assentos aos pares. Explico: Normalmente eu pego o ônibus vazio, veja que isso é normalmente, não sempre. Sento-me na janela, pois me sinto melhor na janela. E então começa o depende. Se eu estou num dia que eu quero somente escutar o meu mp3 no último volume, e deixar todas as pessoas saberem que eu ficarei surda (e disso eu tenho cada vez menos dúvidas), eu fico na minha e não me importo com quem quer que seja que esteja ao meu lado.
    Mas, também não é raro, dias em que eu estou com muitas coisas no colo (coisas de pessoas que querem logo acabar a faculdade), e que uso o tempo de reflexão do ônibus para refletir sobre os trabalhos e assuntos da faculdade, e para isso preciso do espaço ao meu lado, então seria de bom tom que a pessoa que está no meu lado saísse dele e fosse sentar no assento que acabou de vagar.

    E para não incomodar eu sempre sento no novo assento vago. Não é implicãncia com a pessoa ao meu lado, mas vai que ela precisa de espaço também.

    beijos

  7. Uns até chamam de “humilhantes” os coletivos que andam pela cidade. Apesar de terem janelas grandes (para que todos possam ver que tu andas de ônibus) e uma cordinha semelhante a uma cordinha de descarga de patente avisando que o bosta vai descer, não acho nada de humilhante. Acho até bem divertido !

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