Bagasexta

A sexta era chuvosa e não havia mais perspectivas de sair de casa. Nem eu queria mais. Eis que surge o cara, sim, Daniel, das profundezas do “offline” no MSN para perguntar: “ainda vai rolar a Bagasexta?”. “Se tu te pilhar, eu me pilho”, respondi. Nessa começou uma que poderia ser a maior indiada que eu poderia ter entrado até hoje: sexta chuvosa, festa no Gasômetro a 20 pila morto. A única informação que eu consegui colher da festa antes de sair de casa foi a afirmação: “é bizarra”. Fomos.

Posso dizer que ela é das festas que mais se aproxima da minha concepção de festa ideal (que eu acabei de formar). A começar pelo lugar, que tinha janelas abertas! Ou seja, adeus a toda fumaça de cigarro. Outra: podia circular, sair do lugar da festa e voltar, tudo com a incrível tecnologia de um carimbo. Quanto à quantidade de pessoas: havia o suficiente para ser boa a festa e o suficiente para não lotar. Música boa com banda e som mecânico, desde Kung Fu Fighting a Tim Maia. Além de todos os fatores, uma festa só é boa se a pessoa está faceira (powered by Polar) e está com gente legal. Condições satisfeitas.

Mas o grande diferencial da Bagasexta é o fator bizarro do negócio, com a festa parando para os anfitriões fazerem uma remake podre da abertura do Fantástico e outras apresentações bizarras durante a festa, deixando o clima muito convidativo para que o nonsense pairasse no ar. Vi um casal que tinha uns 40 anos de diferença e pessoas se esfregando nos cantos, mas havia também os que estavam lá só por estar curtindo o astral, dançando como se estivessem trancados no quarto com ninguém vendo. Acredito que esse seja o espírito da coisa: fazer o que se queira fazer e ninguém dar bola. Nonsense neles!

3 Respostas para “Bagasexta

  1. Festa quase pefeita

  2. Marcelo Figueiredo Duarte

    É isso que dá trocar o certo pelo duvidoso.
    Festa estranha com gente esquisita!
    HEHEHEHEHE

  3. Gente esquisita, festa legal
    melhor que ficar em casa num baixo astral
    quanto mais diferente as pessoas
    melhor o visual

    O pior é sair de casa
    com chuva em profusão
    chegar num lugar possivelmente legal
    e encontrar a maior desanimação

    E além disso tudo complicado
    e voltar pra casa emburrado
    porque na noite nada aconteceu
    apenas um programinha que poderia ser desconsiderado

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