Domingueira

Acordei às 15 horas, depois de um churrasco atipicamente feito de madrugada, disposto a fazer alguma coisa da vida. Levantei e vi aquele céu horrível, carregado. Logo me desanimei a fazer algo, porquanto meus planos eram de sair de casa e arranjar algo. Uma hora depois, olhei para o céu e vi um “rááááá, pegadinha do malandro” escondido dentre as nuvens, que se dissipavam e abriam o azul. Saltei do computador doido de vontade de sair correndo de casa e me pus a pensar aonde poderia ir. Quando eu estava quase no Parcão, peguei um ônibus e cheguei à conclusão de que o circuito Casa de Cultura mais Usina do Gasômetro seria interessante.

Em verdade, estava muito mais interessante do que eu poderia supor. Na CCMQ acontecia o Prêmio Jovem Artista, com uma exposição bem legalzinha de obras de um pessoal que, por ser desconhecido, ainda não podia expor quadros totalmente sem nexo. Desde cascas de ovo, até um manual de uso de camisinha. Infelizmente era o último dia da exposição, mas estava bem boa.

Deixo o destaque, porém, para a Usina do Gasômetro que estava e está com uma super exposição comemorando o aniversário de fundação da usina. Depois de ser um importante fornecedor de energia para a cidade, cobrindo por vezes a cidade de fuligem, e ser abandonada durante 20 anos, hoje ela encontra-se, muito bem obrigado, nos servindo como um bom espaço cultural. Além daquele terraço, que Deus o livre.

Com alguns equipamentos antigos (que não foram saqueados durante os tempos de inatividade) e painéis com reportagens do jornal Correio do Povo, é contada a polêmica história da usina, que hoje permanece como um símbolo curioso para os habitantes atuais da cidade – sempre vendo aquela baita chaminé e nem tendo idéia do que acontecia por ali. No segundo andar, a exposição vai além: percorre a história de Porto Alegre desde a década de 20 com fotos do acervo do Museu Joaquim Felizardo e capas de jornal.

Gosto muito de ver fotos antigas de Porto Alegre, sempre tentando associar a que parte da cidade se referem. Ás vezes só é possível sabendo um pouco da história, mesmo. Por exemplo: como olhar para uma foto de um hipódromo nos anos 30 e associar ao Parcão?
Se alguém mais se sentir instigado pela história de Porto Alegre e da chaminé, que vá até o dito cujo. A exposição de 80 anos dura até março.

2 Respostas para “Domingueira

  1. Um passeio cultural desses num domingo à tarde realmente é muito agradável. Ainda mais em lugares que pouco visitamos, mas que nos presenteiam com exposições muito interessantes. E valeu o toque, assim que possível apareço lá na Usina, pois esta exposição é imperdível na minha opinião.

  2. Esse é o nOsso Mario Quintana dos novos tempos. Adora um programa cultural pelo nosso centrinho. Também gosto! Mas como diria Roberta Close, não tenho mais saco pra isso. A marginalidade ganhou a luta comigo e apareço raramente por aquelas bandas.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s