Da Engenharia Ambiental

Dentre as engenharias, a Engenharia Ambiental é a mais simpática a olhos leigos. Nunca ao dizer que eu fazia Engenharia Mecânica ou Elétrica causei uma expressão melhor que um “bah…” meio pra baixo. Já ao falar o que hoje faço nunca ouvi nada pior que “pô, legal isso aí!”. Fico intrigado com essa diferença brutal entre a EngAmb e as outras.

Creio que geralmente ao falar-se de EngAmb pensa-se mais no Ambiental do que na Engenharia, causando um interesse maior pois há um certo apelo social: o respeito para com o planeta. Isso ocorre mesmo entre alguns colegas que, ao escolherem o curso, não se deram conta que havia muita Física e Matemática até chegar no destino Ambiental. Mas curiosamente aqui o fim justifica e incentiva a suportar os meios, tendo um nível baixíssimo de desistência (uns 3 entre 120), ao contrário de outras muitas engenharias que desistem quilos de pessoas todo semestre.

Mesmo assim, engenharia é sempre engenharia, e se há uma consciência social na área, ela advém exclusivamente da cabeça de cada um. Não há disciplinas conclamando a reforma agrária ou lutas sociais. Há sim um espaço, restritíssimo, para discussão acerca do meio-ambiente em uma que outra cadeira de início de curso. Ainda assim são discussões baseadas no parco conhecimento que cada um carrega até aquele inicial momento.

(esse texto acaba aqui mesmo. Não foi cortado, só não sei como concluir).

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6 Respostas para “Da Engenharia Ambiental

  1. Algumas pessoas acham a mesma coisa de vegetarianismo: “pô, legal isso aí” alguns vão falar pelas costas (e pela frente também) “putz, que coisa mais fresca” hahaha

    A real é que nas outras engenharias todo mundo pensa “bah, se fudeu, vai ter ue estudar bagarai cálculo e essas coisas fodas” e daí como diminutivo, dizem: “bah…” meio pra baixo.

    Arrume a tag (idéias) para a nova grafia vá.. 😛

    E

  2. Ah… continue com seu projeto do @agendapoa que é muito legal!

    Abrass

  3. que papinho hein, elétrica rulez (ou não hahahaha)

  4. Certa vez eu cogitei fazer esse curso, mas foi algo bem efêmero. O que me chamava atenção era este enfoque ambiental social mesmo, mas como é pouco então não perco nada, haha. Mas de fato é uma pena que um curso como este tenha tão poucas discussões a respeito deste tema cada vez mais importante na sustentabilidade do planeta.

  5. Acho que a Engenharia Ambiental é mais simpática pela parte do “ambiental”, mesmo, já que “mecânica” e “elétrica” lembram coisas casca-grossas e complicadas. E ambiental é algo mais “uhuu, Greenpeace na veia”, enquanto as demais são “nerd”.

    Desse jeito, a “ambiental” só perde em simpatia pra “sociologia”, que vai criar pessoas conscientes e preocupadas com as criancinhas na África (eu, como quase-psicóloga, daqui a um semestre não terei mais problemas emocionais). Mas a gente esquece que esses cursos passam um pouco longe da fantasia. Eu mesma achava que a ambiental era super aberta pra essas discussões…

  6. É simpática mas na essência ainda é Engenharia!

    É importante termos isso em mente para não ‘vulgarizarmos’ a Engenharia Ambiental como uma Engenharia ‘light’, fácil de passar.

    Fenômenos de Transporte, Operações Unitárias, Projetos de Engenharia são disciplinas básicas no curso. Se não… temos uma Gestão Ambiental, e não Engenharia.

    E tem um monte de Gestor desempregado. Engenheiro Ambiental não!

    Abraço!

    Engenharia Ambiental
    Biotecnologia Ambiental

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