Olhares sobre o trânsito

Desde que tirei a carteira de motorista comecei a prestar atenção no trânsito de Porto Alegre. E nem mesmo preciso estar ao volante para ficar de olho na rua. Quando ando de carona ou ônibus, me indigno com as barbaridades que acontecem. Todos dias fico vendo como que o cara do ônibus vai dobrar para a direita, estando na faixa mais da esquerda, e assim por diante. E quase sempre vejo as mesmas situações nos mesmos horários. Algumas delas me despertam curiosidade, outras indignação, quando não um misto de ambos.
Fato é que o trânsito gradualmente está indo ao caos. A preferência pelo automóvel particular em detrimento ao transporte coletivo tem uma gorda fração de culpa na situação. Além disso, o aumento de carros nas ruas tem sido significativo. E tenho um estudo de caso muito bom para avaliar isso: o estacionamento do Campus do Vale, da UFRGS. Em 2007, achava-se lugar não muito longe da escada de acesso ao Campus, que encontra-se no meio do estacionamento principal, além do estacionamento secundário que estava sempre vazio. De lá para cá, o estacionamento secundário está próximo de encher e o principal já foi extrapolado, com os carros chegando perto da entrada do Anel Viário do Campus.
Essa mudança de hábitos, reflete-se nos mais variados engarrafamentos: tanto nos óbvios do meio-dia e das 18 horas, quanto no misterioso das 16 horas na Rua 24 de outubro – que até hoje tento descobrir o motivo.

Nas minhas andanças, ainda, presencio fenômenos como o da Avenida Independência que, no horario de pico, está trancada, mas ao virar Rua Mostardeiro, apresenta um trânsito bem inferior. Esse é outro mistério que tento desvendar.
Um dos fenômenos que mais indignam é a saída do Túnel da Conceição que se junta à Rua Sarmento Leite: quem sai do Túnel está à esquerda e quer dobrar à direita; quem está na Sarmento, à direita, quer dobrar à esquerda. Resultado: engarrafamento desgraçado, que subitamente some ao passar da sinaleira. Outro causo das indignações acontece na 3ª Perimetral: quando um carro pára na terceira faixa para deixar/pegar um passageiro. Essa atitude acaba com qualquer pretensão da via em se tornar algo rápida. Para melhorar a situação, por volta das 17 horas, os carros-forte fazem questão de trancar uma pista por 10 ou 20 minutos (e não são poucos os bancos que existem na região).
Como se vê por aí, nem sempre a solução passa por grandes obras viárias (na verdade, pouquíssimas passam), mas sim pela educação dos condutores – esta que anda em falta em Porto Alegre.

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Uma resposta para “Olhares sobre o trânsito

  1. SIm né, a educação dos condutores tá em falta mesmo, me diz quem é que respeita a faixa de segurança e o novo sinal pra atravessá-la.

    Mas acho que para que as pessoas usem menos os carros, o transporte coletivo deve ser melhorado mais – e olha que o de poa não é dos piores – com mais linhas de ônibus, mais horários, etc.

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