Smultronstället

Hoje aprovetei a chance de ver (finalmente) o filme Morangos Silvestres, lá na FABICO no projeto (muito legal) “Sonhos: Cinema e Psicanalise”. O filme, de Ingmar Bergman, chama-se no original Smultronstället. Portanto, eu já sabia o que me esperava e qual seria uma das minhas reações ao filme: no mínimo nostalgia. Dito e feito.
Confesso que demorei a prestar atenção no filme em si, pois fiquei saboreando com o ouvido o idioma que já me foi bastate familiar há 5 meses. Em cada frase tentava entender uma, duas, três palavras, às vezes a frase inteira (quando simplória). Com o passar do tempo, entretanto, fui sendo absorvido pela história. E aí vinham alguns arrepios que não sei se foi por causa do filme em si, ou do ar condicionado. É basicamente a história de um cara rabugento que vê sua vida passando pelos sonhos e olhos (conforme viaja de Estocolmo para Lund) e revê algumas de suas atitudes no presente. Creio que há diversas interpretações ultra-cults para o filme, mas dessa vez dei-me o direito de ignorar tudo para curtir minha nostalgia.
Ainda assim, achei-o interessante do ponto de vista pessoal, pois as pequenas histórias que vão aparecendo são interessantes e muitas vezes fizeram-me refletir sobre mim. Discordo portanto diametralmente da crítica negativa da Veja, de 08/07/1998:
“Morangos Silvestres é um filme adorado por uma minoria e estoicamente engolido pela imensa maioria que viu e não gostou. Esses que não gostaram escondem essa verdade simples dos outros que também não gostaram e, no fim, ninguém fica sabendo qual a real opinião das pessoas a respeito de Morangos Silvestres. Acontece que o complicado filme sueco pertence a um grupo específico: o dos ‘filmes que você diz que gosta mas não consegue assistir até o fim'”.
Discordo pois o filme, mesmo em sua casca superficial, é envolvente. Contudo, possivelmente quem não está habituado a filmes em preto-e-branco, pode ter impressões prejudicadas.

Uma resposta para “Smultronstället

  1. Usou Veja como referência, daí perdeu o respeito! lol

    Filme se parece com música no seguinte: ambos dependem do estado de espírito!

    Abração e continua postando pra eu não ficar solito! lol

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